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Pegue uma cadeira, traz seu copo e senta aí…

Não é só mais um Chororô

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Quem nunca ouviu a frase: “Ah, lá vem ele reclamar de preconceito racial!” ?
Constantemente somos bombardeados com situações de preconceito, seja racial, sexual ou de gênero. Isso está enraizado na cultura brasileira. O diferente sofre. A minoria apanha. Mas quem disse que o negro é minoria? Não somos um país com uma raça determinada. Não existe mais a miscigenação. Nós somos a miscigenação. Olhe pro lado e analise como somos todos diferentes. Não há mais raça pura, principalmente em um lugar como o Brasil. Como São Paulo. Hoje quem nasce negro, provem de uma ascendência branca e quem nasce branco, provem de uma ascendência negra. Qual é o motivo de tanta discussão então? É o preconceito. Não é mais um chororô. Não é mais uma reclamação de minoria. Sou mulher. Tenho 26 anos. Ensino médio completo e cursando a segunda graduação. Na minha certidão de nascimento consta cor Parda. Não sou Parda. Nem sou negra. Muito menos branca. Não tenho uma definição de cor. Todos me chamam de morena. Acontece que mesmo assim, foi necessário que eu enviasse uma foto para uma empresa em Joinville, para que eles liberassem a minha entrada. É proibida a entrada de negros. Quando alguém necessita fazer uma visita a empresa, é pedido todas as informações relacionadas à pessoa, para que seja liberada a entrada na empresa. Negros não podem entrar nas dependências da empresa sem que sejam revistados. (ACREDITE!). Por umas três ou quatro vezes fui seguida dentro de lojas, por não seguir o “padrão Daslu” de ser. Em uma dessas vezes, estava em uma farmácia, em um shopping na zona leste de São Paulo. Parei em um dos corredores e estava escolhendo um desodorante, quando meu celular tocou. Encostei na prateleira e comecei a responder a mensagem que haviam me mandado, quando olhei para o lado e notei uma funcionária da loja me observando. Agi como se nada estivesse acontecendo e continuei a responder a mensagem. Ao terminar, escolhi o produto e passei a andar entre os corredores para ver o que mais iria acontecer. No mesmo momento a funcionária me seguiu e passou a andar atrás de mim, achando que estava disfarçada, vigiando os produtos que eu pegava e se eu os devolvia para a prateleira. Até que me incomodei muito com a situação e perguntei se estava acontecendo alguma coisa. Ela me disse que não e que só estava conferindo os materiais. Disse a ela que sabia que ela estava me seguindo e perguntei o motivo. Ela ficou extremamente desconfortável, pediu desculpas e se retirou. Eu não comprei na loja, mas isso não muda e nem mudará esse tipo de atitude. Isso foi apenas uma das tantas situações que já passei ou presenciei. Já fui vítima de preconceito racial inúmeras vezes em lojas, já fui vítima de preconceito por classe, por morar na periferia da Zona Leste. Infelizmente esse tipo de atitude é treinada e é alimentada. Já presenciei negros sendo proibidos de entrar em bancos, até que tirassem boné, blusa de moletom e deixasse a mochila do lado de fora. Já vi negros sendo abordados pela polícia, simplesmente por estarem na rua após as 23:00. O negro é desfavorecido na sociedade. E o negro pobre é invisível. As minhas roupas não podem descrever o meu caráter e a minha cor também não. Nossa cor de pele não define quem somos, o que queremos. Quando um negro de moletom entra em um ônibus, aos mãos brancas (e até negras também) vão esconder o celular, o ipod. Quando um negro faz sinal para um táxi ás 00:30 de uma sexta feira, o veículo não para, mas a viatura sim. E é isso que tem mudar. Isso é uma doença. Só é aceita a miscigenação que clareia a pele. A que escurece não é bem vista. Só é aceito o negro americano, aquele que joga basquete, aquele que vira presidente. O negro da COHAB, que joga futebol no campinho de terra e carrega caixas na feira não é aceito. Analise. Conte quantos negros estão sentados nos bancos da sua faculdade, quantos negros estão formados e exercendo uma profissão. A questão não são as cotas para negros… A questão é a sociedade! Enquanto essa sociedade considerada moderna não aprender que somos todos iguais, que não é a cor que nos define, que não é o seu bairro, que não é a sua roupa, seremos eternos ignorantes, que culpa a mulher pelo estupro, a vítima pelo assalto e o negro por ser negro.

Veja mais críticas em: Emicida fala sobre a miscigenação no Altas Horas

-E.

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Até Quando?

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Até quando vamos aceitar a opressão? Até quando o poder coercitivo vai agir sobre nós sem nenhuma trégua? Até quando as forças armadas vão agir sobre quem não possui nenhuma arma? Até quando a Polícia vai humilhar ao invés de defender?
Mais uma vez estou aqui para relatar um caso de excesso da nossa segurança pública. Em uma noite fresca e estrelada de sábado, me encontrava na praça Roosevelt, centro de São Paulo, comemorando o aniversário de uma amiga psicóloga que gosta de uma cerveja bem gelada, quando comecei a ouvir uma aglomeração gritando: Covardia! Covardia! Não entendi muito bem o motivo, pois de onde estava não conseguia ver muita coisa. A aglomeração só aumentava, quando eu resolvi saber o que estava acontecendo, pois notei que todo o efetivo da praça estava se dirigindo ao lugar da confusão. Quando me aproximei, vi que se tratava de um músico que havia sido detido por estar tocando seu saxofone na praça, ás 22:30 da noite. A princípio, achei que o músico só tivesse sido abordado e notificado, já que por ser uma área basicamente residencial, o horário era impróprio para barulho. Pois bem. Isso é o que deveria acontece na teoria… Na prática, o músico foi abordado pelos policiais, teve seu instrumento apreendido e foi detido por perturbação da ordem. Essas informações eu recebi praticamente no mesmo minuto que me aproximei da aglomeração. Decidi então sair do meio da confusão, e acabei me aproximando ainda mais dos policiais e do músico. Nesse momento, percebi o quanto estamos inseguros, abandonados, expostos á violência e ao descaso. Percebi como somos usados para financiar o crescimento de certas instituições que se aproveitam de momentos como esse para “mostrar serviço”. O músico deveria ter por volta dos seus 35, 40 anos. Estava de camiseta, bermuda e chinelo….. Sim, ele estava de chinelo. A sua aparência era um tanto simples e sem dúvida alguma estava desarmado. Estava com a aparência meio desleixada e até um pouco suja, e pedia para que os policiais não o levassem preso. Já havia entendido que não era permitido tocar ali. Nesse momento, fiz um comentário que gerou o fato que aumentou ainda mais a minha indignação naquele momento. Eu disse a uma amiga: Olhe esse rapaz e olhe quantas armas e quantos policiais estão em volta dele! Sim… Havia mais ou menos uns 20 policiais para proteger a população de um músico com seu saxofone assassino. Todos os policiais estavam armados, já que é o material de trabalho deles, porém, desses 20, 5 estavam fortemente armados, com fuzil. Sim. Estavam cercando o homem com um fuzil. Um músico, na praça, de chinelo, com fuzil. Quando fiz esse comentário, o policial muito sarcástico, me olhou e disse: “Minha Senhora, esse é o meu trabalho. Você trabalha?” Respondi: “Sim! É claro!” Disse a ele que eu era jornalista e que utilizava a internet como meu material de trabalho. Utilizava as palavras. As notícias. Os fatos. Ele disse que aquele era o trabalho dele e que estava atendendo um chamado. Pois bem. Chamado de quem? No meio da praça Roosevelt, quem se incomodou com um músico tocando saxofone? O policial disse também que era necessário aquele tipo de abordagem e eu perguntei se era comum agir assim com qualquer pessoa desarmada. Outros policiais se envolveram no assunto, gritando e pedindo para que nós, as pessoas indignadas com a atitude arbitrária daqueles que deveriam estar sendo úteis nas ruas, parássemos de “se meter” no que não éramos chamados. E é isso mesmo que fazemos. Nós não nos metemos no que não somos chamados. Mas quem disse que não podemos? O homem foi preso. E, junto com ele, mais duas pessoas, que foram autuadas por desacato à autoridade.Uma dessas pessoas poderia ser eu, que também defendi o músico. Eu também quis saber porque e para que ele estava sendo levado. Eu também questionei a atitude daqueles policiais. Mas quem sou eu? Quem são essas pessoas que também foram presas? Até quando essa falta de respeito vai existir com a população? Nesse momento, enquanto um efetivo de 20 policiais armados cercavam um músico devido ao barulho, 3 pessoas foram assaltadas na Rua da Consolação, que fica a 50 metros do local onde estávamos. E essas pessoas, quem irá defender?

A praça não é da Polícia. A praça não é do síndico dos prédios ao entorno. A praça é do povo.

Veja outras reportagens sobre a ação da Polìcia Militar e GCM na prava Roosevelt:  De quem é a Praça Roosevelt

Sub prefeitura decide tirar skatistas da Praça após 22:00

-E.

Volta às Aulas

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Eaaaee galera!
Bom, depois de um assunto pesado, mas não menos importante, sobre a violência gratuita, vamos deixar o ar mais leve e descontraído aqui na mesa e falar sobre a volta às aulas, que pra mim – que estou no segundo semestre de jornalismo –  ja está a milhão com professores novos, matérias novas, pessoas novas, sala nova, enfim, tudo novo. Mudar é bom, porém sempre bate aquela saudade que no meu caso é de alguns professores como,  por exemplo, o Paulo de Filosofia e o Henrique de Linguagens e Estruturas do Discurso, mas a saudade foi amenizada depois que conheci o Rodolfo de Geopolítica e o Tognolli de Introdução ao Jornalismo. Com certeza vamos falar muito deles aqui na mesa, porque os caras são fodásticos. Agora, em relação às matérias novas eu gostei bastante, maaaaaaass estou um pouco em pânico, primeiro porque percebi que o bicho vai pegar e os professores não vão dar moleza, segundo porque pelo menos 3 das 6 matérias envolvem muita escrita e elaboração de textos, o que por um acaso tenho dificuldade, portanto terei que desenvolver essa técnica/habilidade na raça, e estou começando por esse post, então, por favor, comentem sobre o que acharam e também sobre sua volta às aulas. Voltando ao foco, em relação às pessoas novas, são apenas 3 ou 4, se eu não me engano e não tenho nada a declarar, pois ainda não tive a oportunidade de conhecê-las. A sala nova agora é no sexto andar  (o que é uma tristeza devido ao tamanho quilométrico da fila do elevador e o fato de que a única opção é ter que subir 16 lances de escadas, afinal, academia é para os fracos) e é maior, apesar de ter menos alunos devido a várias desistências, porque só os fortes permaneceram.
Bom pessoal, por enquanto é isso e espero que tenham gostado.
Beijos e até a próxima rodada 😉
– V.

Que democracia é essa?

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Queria começar falando que vivemos numa democracia certo? E consequentemente com ela vem a liberdade de expressão. Hoje reportei um fato de indignação há pelo menos 22:15 em pinheiros, linha esmeralda sentido osasco, onde humildemente um morador de rua, que carregava um saco de latinhas e uma sacola, estava pedindo um saco de bolacha por que não tinha o que comer, quando uma senhora tira a bolacha da bolsa para dar para ele, um “segurança da CPTM” puxa esse morador, taca ele para fora do vagão e o agride, minutos antes das portas fecharem, removendo então assim o do trem, então jovens indignados seguraram a porta do trem para falar com o segurança, e então o segurança ja mudou a abordagem, falando que o morador deveria se retirar da estação, e se quisesse voltar, teria que pagar de novo, os jovens ficaram absurdamente indignados, um jovem  foi retirado com a mesma sutileza do morador, pois estava segurando a porta do trem nisso Ana uma cinegrafista amadora estava gravando toda a ação e com isso só foram chegando mais pessoas e mais seguranças, no final HUMILDEMENTE O MORADOR DE RUA, deixou que a segurança o acompanhasse ele até a saída da estação junto com o jovem e nisso Ana que estava gravando os acompanhou, e então os seguranças “pediram” para ela apagar o video ou se não ela teria que comparecer na delegacia por uso da imagem “indevida”, então caro leitor volto a perguntar! Vivemos mesmo numa democracia? Existe mesmo liberdade de expressão? Ah! E não menos importante, se eu não me engano existe direitos humanos ? Isso mostra cada vez mais o quanto a nossa segurança é cada vez mais despreparada para lidar com o público e com a nossa segurança.

Boa noite.

-M.

Guerra Moderna – Conflitos baseados na Intolerância

Acompanhando as notícias sobre o assassinato brutal de um dançarino no Rio Janeiro, decidi ler os comentários de outros leitores sobre o caso. Não sei dizer se senti mais desprezo pelo assassino do rapaz ou por alguns leitores que se pronunciaram. Antes de qualquer coisa, quero lembrar que estamos falando de uma pessoa que foi violentamente assassinada. Não estamos qualificando características, apenas relatando o ocorrido, que por si só, já é lamentável. Uma pessoa, assim como outras tantas, que tem o direito à vida retirado por uma outra pessoa. Ou seja, a raça humana agindo contra a própria raça, onde deveria ser o contrário. Porém, a história pode ficar pior.
Adriano era um dançarino. O preconceito já começa por aí. Nessa sociedade, um homem não pode ser dançarino, faxineiro, copeiro, empregado doméstico ou dono de casa. O Homem deve ser macho. Apenas macho. No caso de Adriano, o que pesou foi o fato de ser homossexual assumido e não se envergonhar disso. Gostava de usar roupas características, usar maquiagem e manter seu estilo diferenciado. Sofria diversos tipos de preconceito, mas sabia lidar com as situações. Entretanto, Adriano foi assassinado. E é aí que entramos no mérito da questão: Todos os casos de assassinatos de homossexuais são por homofobia?

Esse é o questionamento que mais aparece entre os comentários dos leitores dessa notícia. Mas isso não é somente uma dúvida, é na verdade uma maneira de expor a camada mais superficial do seu preconceito. Entre tantos comentários, li um que me deixou perplexa, onde um leitor diz que o assassino é inocente, pois estava apenas fazendo uma limpeza “dessa raça” da Terra. Que deveria continuar. Pois bem. É aí que respondo a questão desses leitores.
Não. Não são todos os casos de assassinatos que são considerados homofobia. Mas, a grande maioria é sim. A maioria das pessoas ainda não entendem realmente que ser homossexual não é uma “opção sexual”, ou uma “escolha de gênero”. Isso não existe. Não existe um botão de liga/desliga que nos torna gay ou hétero. Não existe uma chave de ligação que nos faça gostar de homem ou mulher. Isso é uma coisa nata ou adquirida de acordo com as nossas experiências, desde o feto e durante toda a vida. Não é uma doença. Não tem remédio e não é “tratável”. Mas não é essa a discussão. Ele não foi vítima de um latrocínio, nem de um simples homicídio doloso. Ele foi assassinado por ser gay. Um hétero não morre por ser hétero, mas o homossexual sim. Morre por não seguir um “padrão”, morre por fazer uma escolha (de assumir e defender ou não a sua sexualidade. Pois existem aqueles que escolhem não assumir por medo de represálias e preconceito), morre por defender seus diretos. E isso vai além de religião ou crença. Respeitar um cidadão em seus direitos é o primeiro passo para uma vida em sociedade.
O que quero dizer é que antes de ser gay, dançarino, negro, pobre ou o que quer que seja o motivo do preconceito, ele era um ser humano assim como você que lê essa mensagem. Num passado longínquo, os antepassados dele podem ter sido os mesmo que os seus. O sangue que corria nas veias desse rapaz pode não ser o mesmo que o seu, mas corria com a mesma função e objetivo que corre nas suas. Quando passar o tempo da decomposição, o corpo dele vai virar pó, adubo. E o seu? Também vai. Vivemos numa guerra chamada preconceito. Cada um defende a sua opinião, mas muitos não sabem respeitar as opiniões alheias. Adriano não era santo, e não digo que todos os homossexuais são imaculados. Mas o defeito dele com certeza NÃO era ser gay. Porque isso não é um defeito. Ele era gay, eu sou mulher, outro é negro, outra é pobre. Ele não será o último, porque a ignorância infelizmente não tem fim. E nessa guerra de classes e raças, quem mais perde é a raça humana, que está entrando em extinção.

Leia essa notícia em: Dançarino de bloco do Rio é achado morto na Baixada Fluminenseok_dsc_1914 tambores_de_olokun2

-E.

Olá, mundo!

Este é nosso primeiro post, uhuuuu… Aproveitando o post de Boas Vindas do WordPress, dou as boas vindas à todos que vierem para nossa mesa expor suas histórias e opiniões. Pegue uma cadeira, traz seu copo e senta aí… E divirta-se com as histórias, idéias, assuntos e com o universo das rodas de bate papo nas mesas de bar. Essa é a nossa mesa de bar virtual, e nenhum assunto deixará de ser comentado. Penso, logo existo… Então…

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